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sexta-feira, 15 de março de 2019

VELA NA CUIA


CANTANDO AVE


quinta-feira, 14 de março de 2019

MEU PURAKÉ NO CARNAVAL 2019


sábado, 21 de julho de 2018

Aniversário de Boa Vista

128 anos de Boa Vista caiu num domingo de muita chuva na cidade


Mercado Lítero-Musical Amazônico

O Mercado Lítero-Musical Amazônico é um sonho que está prestes a acontecer. Os artistas do Amapá e de Roraima pensam da mesma maneira:
Criar um Mercado onde possamos escoar nossas produções e que seja também essa plataforma para divulgação de nossas obras culturais, seja ela em publicar nossas músicas ou publicar Ebooks com nossos livros e songbooks...

domingo, 9 de julho de 2017

Literatura

POEMAS ACORRENTADOS
Zeca Preto


BRILHOS
Reluz de teus olhos  o encanto esverdeado do desejo
E esse coração arfante disfarça e   zomba da morte
Beijando  o ódio, se livrando rapidamente  do amor
A  ânsia me consome em drogas encantadas, louvadas
No subúrbio,  abandonado sinto fome e frio
É o meu país meliante que mata, que rouba e engana,
E cheira a esse odor nojento da impunidade obesa
Sou  o Zequinha  daqui mesmo da redondeza
Que de vez em quando acerta o rumo deslumbrante do show
E se propaga também pelos refletores opacos da mediocridade
Nado em pedaços de lágrimas que rolam rio abaixo
E deságuo novamente  no gueto escuro do meu cárcere
Onde ainda se fala poesia com sotaque de amor
Em devaneio grito, esperneio e  sorrio,
Sorrio  somente o necessário
Para que o sorriso não seja apenas um escancarar de boca
Boca que seduz, que assobia, que devora, que chupa, que beija
Boca que poeta, boca que encanta,  boca que canta e não cala


CARDOSO
Menino levado a tona das cores
Caboco em transe criando luz pro mundo
Criando prazer para os olhos
Ofertando bálsamo pra mente
Filho de Macunáima
Neto da sensibilidade
Guerreiro amazônico da arte
Consciência do bem-estar
Que transcende a magia do saber
Alma universal de Roraima
Passeando de ubá com a simplicidade.


VAQUEIRADA
O vaqueiro ansioso
Espera sua vez de montar
E se segurar no lombo do touro
Nem que seja por alguns segundos
Não importa, basta somente alguns segundos
Para consagrá-lo um campeão
Do outro lado o artista
Espera a sua vez de cantar
Rosas passam nas mãos de Helena
E no camarim sinto cheiro de jasmim
Alguém esqueceu uma letra cifrada
Que trata do “amor” do homem
Pelo gado peado em agonia
Quem disse que eu canto aqui?


CIDADE DO INTERIOR
hoje a saudade me pegou supetão
e um vendaval de lembranças
tomou conta do meu incontrolável  ser
a alegria escorreu por traços  do meu rosto
e sorrisos escancararam  sonhos de um tempo bom
lembrei das noites de festas no barracão
do perfume cheiroso que  exalava de tuas entranhas
do dois pra lá dois pra cá
do baião a dois que só você sabia dançar
lembrei das conversas afiadas cochichadas
no pé dançante do teu ouvido
dos  abraços  e beijos à longo prazo
dos sussurros que se confundiam com os acordes
da surrada sanfona em desalinho
lembrei da sinfonia dos grilos, sapos e saracuras
que num turbilhão de sonoridade
faziam fundo musical para o poema que te dizia
lembrei  do coração descuidado
que se apaixonou pela moça da quitanda
de ter ficado acordado feito caboclo desvairado
pensando a todo instante  numa forma de perdoar
embora a amada  não me tenha ainda  pedido perdão
lembrei do silêncio queimando a tez da madrugada
da gente voltando da festa terminada


NENÊ
A raiz se fez mulher
A mulher se fez palavra
E a palavra se fez luz
É o chão agradecido
Com o teu peso de menina
É um Roraima faceiro, prosa e honrado
Orgulhoso de  tê-la como  filha
É a fresta consciente da janela
Veneziando o sentido da história
Correndo livre nos lavrados
Soprando sabedoria  nos buritizais
É a  história que muitos contarão
Em alvoroços culturais
Tenho um orgulho danado
Daquela tarde de sexta feira
Que cantei Rosa pra Você



UMA  ROSA ENTRE NÓS
Meu olhar busca incansavelmente
O  teu lindo rosto
E por mais que me esforce em vê-lo
A beleza delicada de uma rosa
Se interpõe  entre nós
Como uma couraça, um escudo
Mas de  vez em quando
No reflexo da  luz estonteante do sentido
Passo a contemplar  o teu ser
E nas profundezas do desejo
Pulsa uma efervescente  harmonia
Que em  verso  sensato  me  conforta
E a  beleza delicada de uma rosa
Já não se interpõe entre nós
Mas penetra em tua alma
E te faz ainda mais bela
Mais graciosa, mais delirante
O meu raciocínio
A  minha percepção
Se integram em admiração
Por tua face de Mulher


NÃO DEIXA EU IR EMBORA
eu preciso voar
dizer adeus
eu quero ir embora
eu não quero acreditar em nada
não quero mudar de opinião
nem ficar sozinho
quero me confundir ainda mais
passear entre o ódio e amor
me guarde agasalhado no seu coração
me balance me fale da nossa canção
e penetra sua voz suave sem cessar
bem no pé da minha nuca
não  deixa eu  voar
não deixa eu dizer adeus
não deixa eu ir embora
e me faça acreditar
no rufar desse tambor


VIAGEM
A luz do sol ainda avermelhava o nosso horizonte
Vagas estrelas de Ursa já apareciam dando bons ares
O entardecer realmente preparava uma noite mágica
Da esquina surgiu minha macuxi faceira, cheirosa, dengosa
Nos olhamos, nos tocamos e o fogo invadiu
Pedacinho por pedacinho da gente
O bico ereto de seus seios  apontavam firmemente
Para o norte verdadeiro
Parecia
 querer  furar sua blusa de seda azul
E o enlace perdeu-se, rolou e sucumbiu
Junto com os beijos que comemos garganta adentro
Viajamos de pólo  a  pólo
Sem marco, sem norte , nem sul
Fomos contemplados com a luz do sol
E  banhamos nos mares da lua
Acordei com a alma encharcada de estrelas
.

TRÊS  RAPAZES
Eram apenas três rapazes
Três meninos da Amazônia
Três encantos regionais
Três guerreiros nativistas
Que bem armados empunhavam
Música e Poesia pra  defender sua aldeia
Levando pro mundo essa raiz amazônica
Orgulhosos  mergulhavam nas palavras
Valentes teciam as mais lindas melodias
Eram apenas três garotos matreiros
Pororoca,  Banzeiro e Aguaceiro
Todos amantes desse branco rio
Três encantos versando a Amazônia
Em  música e  poesia



ACORRENTADOS
Nesse pequeno espaço de tempo entre nós
O aceno fez jorrar toda saudade de amor
E a glória do feitiço caiu no abismo como Orfeu
Acorrentado  pelo cheiro  do teu encanto
Pairei apaixonado pelo destravo  do teu
Vibrei todas as vezes que contigo gozei
E a areia dourada dos canibais
Escaparam  entre os dedos das minhas mãos
O velho vinho tinto ainda escorre pelos cantos
Dessa boca esfomeada de tesão
E o tempero passa por vários elos
Formando essa corrente faceira
Que domina, maltrata e engrandece
Todos os cantos de liberdade.
 orgasmo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Rádio Roraimeira

Olá amigo ouvinte! Seja bem-vindo a Rádio Roraimeira. Aqui você encontra música regional de qualidade. Uma música gostosa de ouvir!